NACIONAL

Vacina contra HPV só atinge 54% do público-alvo

A segunda etapa de vacinação contra o os vírus HPV no Brasil atingiu até agora 54% do público-alvo e terminará o ano abaixo do esperado, de acordo com dados do Programa Nacional de Imunizações. A meta prevista em Brasília pelo Ministério da Saúde era aplicar a segunda dose da vacina em 80% das meninas de 11 e 13 anos de idade, até o fim deste mês. 

Vacina tem eficácia maior se ministrada no prazo correto.
Ideal é máximo de um ano de intervalo entre doses
Na primeira fase da imunização, iniciada em março, 99% das garotas receberam a primeira dose da vacina, incorporada ao calendário nacional de imunizações do Sistema Único de Saúde (SUS) pela primeira vez neste ano. O problema é que a adesão à segunda dose tem sido baixa, o que deverá estender a campanha para 2015.

Inicialmente, de acordo com o Ministério da Saúde, a ideia era concentrar a vacinação no próximo ano em um público de meninas com faixa etária menor, de nove a 11 anos. Agora, a vacina continuará a ser oferecida para as duas faixas etárias, incluindo as garotas de 11 a 13 anos que deixaram de tomar a segunda dose, afirma a pasta.

O objetivo do programa de imunização contra o HPV é evitar novos casos de câncer de colo de útero, o terceiro tipo de tumor maligno que mais mata mulheres no Brasil, superado apenas pelo de mama e de brônquios e pulmões. Ao todo, a vacina prevê três doses: a segunda é aplicada seis meses após a primeira; a terceira, cinco anos depois. Só com a primeira, a menina não fica imunizada. 

A vacina também tem eficácia maior se ministrada no prazo correto, lembra Mauro Leal Passos, do setor de estudos sobre doenças sexualmente transmissíveis da Universidade Federal Fluminense (UFF). O ideal, neste caso, é que o intervalo entre a primeira e a segunda doses seja de no mínimo seis meses e, no máximo, um ano. 

Para Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Imunizações, a queda no ritmo de imunização acontece por vários fatores. O primeiro deles é uma redução natural nas etapas de vacinação posteriores à primeira, mas que, neste caso, foi maior do que se esperava até o momento, diz.

Segundo Kfouri, a divulgação de possíveis suspeitas de reações à vacina em um grupo de meninas de Bertioga (SP) também pode ter colaborado para a queda. (das agências de notícias)



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