REGIONAL

Nível dos açudes é o mais baixo dos últimos dez anos

Açude Trussu, que abastece as cidades de Iguatu, Acopiara
e Quixelô se encontra com 43% de sua capacidade.
Faltando 45 dias para o fim da atual quadra chuvosa a situação do nível dos reservatórios é preocupante no Estado, embora tenha ocorrido aumento no volume médio no Ceará em relação ao mês passado. Três açudes estão sangrando: Gavião, em Pacatuba; Tijuquinha, em Baturité; e Barragem do Batalhão, em Crateús. O volume atual acumulado em média nos 149 açudes monitorados pela Companhia de Gerenciamento dos Recursos Hídricos (Cogerh) é o mais baixo dos últimos dez anos (20,3%).

Dificilmente, haverá recarga significativa nos reservatórios até o fim do próximo mês, segundo previsões da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O próprio presidente do órgão já admitiu essa possibilidade.

"Após o fim da quadra chuvosa será feito um balanço da situação em cada bacia hidrográfica e definições sobre a liberação de água para consumo humano e irrigação nos reservatórios monitorados", explicou o assistente técnico da presidência da Cogerh, Gianni Lima. "De um modo geral, as reservas de água atendem a demanda de consumo humano até 2016".

Os técnicos do governo acompanham diariamente a evolução no nível dos reservatórios. Em março passado, o volume médio acumulado em 11 bacias hidrográficas era de 19,2%. Atualmente é de 20,3%. No início deste ano, segundo dados da Cogerh, os reservatórios acumulavam em média um volume de 20,95% e em abril de 2014 era de 27,5%. O volume atual é o mais baixo dos últimos dez anos.

Em 2005 era (71%); em 2006, (70,5%); em 2007, (62%); em 2008, (85,8%); em 2009, (96,1%); em 2010, (79,4%); em 2011 (85,2%); em 2012 (71,1%); em 2013, (48,6%) e em 2014, (32,5%). Os dados da Cogerh mostram que desde 2010 que o índice vem caindo seguidamente.

No total, 116 açudes permanecem com volume inferior a 30%. A bacia hidrográfica em situação mais crítica permanece a dos Sertões de Crateús que acumula 4,51. No início deste ano, acumulava 0,6%. A bacia do Baixo Jaguaribe está com 1,70% e a do Curu, com 3,0%. O quadro também permanece grave na Bacia do Banabuiú que tem volume médio de 5,68%. O quadro mais confortável é na Bacia do Alto Jaguaribe que tem volume médio de 38,20%. A Bacia do Salgado acumula 23,34% e a do Médio Jaguaribe, 20,98%. A Bacia do Coreaú está com 24,81% e a do Litoral, com 15,17%. Bacia Metropolitanas com 27,29% e a da Ibiapaba, 23,22%. A do Acaraú tem 13,86%.

(FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE)


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