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Opinião: Não sou osso para estar na boca de qualquer cachorro

Hoje, lendo as principais manchetes dos matutinos espalhados na federação, estes trazem, como tema central de capa, a novel divergência do Deputado Eduardo Cunha (PMDB) - Presidente da Câmara dos Deputados que, acusado de ter participação no escândalo da Lava-Jato da Petrobrás, resolveu romper com o governo federal dantes aliado, aliás, leia-se, com a presidente Dilma Rousseff (PT).

Por certo, após orientação de Cid Gomes - ex governador do Ceará, Cunha resolve "largar o osso" e, com frágil argumentação, terceiriza a suposta culpa à Dilma. Simplesmente!

Porém, engana-se sozinho, pois o seu próprio partido, o PMDB, já mandou aviso que seu desejo de atirar de baladeira no governo, tem como pedra de carrego, sua decisão pessoal e que não fala pela maioria.

Todo este quiprocó foi tema prenúncio do fato que, realmente, num futuro breve, aconteceria e, enfim, chegou no patamar onde Cunha já se encontrava: um problema para a governabilidade, a democracia, as instituições públicas e privadas e aos grandes temas da nação.

Porém, pasmem, foi eleito, extraordinariamente, por seus pares, a este importante posto da República - o terceiro na linha sucessória do Palácio do Planalto.

O "achacador-mor" da nova política instalado e respaldado pelo voto popular dos cariocas e da própria câmara federal, pela arrogância e conhecimento dos bastidores do poder, não ficará "nu" sozinho, porque, em seu Castelo de Marfim", nem tudo é ouro ou prata, mas como dizia 'Seu' Castro Castelo, de Tauá, no meu Ceará, daqui pra frente, "correrá um bicho abaixado".

Finalmente, Cunha não largou o osso como desejou o Cid Gomes, mas, como suposto cachorrão, tomaram-lhe o osso!

(Por Fabrício Moreira, advogado e contista).


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