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Vagas de empregos no Ceará tem maior queda em 17 anos

O Ceará fechou 33.411 vagas de trabalho em 2015. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho. Com o resultado, o Estado apresentou o pior resultado de geração de empregos desde 1998.

O último registro de baixa nas vagas de trabalho ocorreu em 1998, quando o Ceará encerrou 7.460 empregos. No ano passado o setor que mais apresentou perdas foi a indústria de transformação, com total de 17.328 desligamentos, seguido da construção civil (11.892 demissões).

A queda da produção industrial cearense, além da baixa confiança do industrial para investir são as causas apontadas por Guilherme Muchale, economista da Federação das Industrias do Ceará (Fiec), para a retração do setor no Estado. “O cenário era esperado, tendo em vista que a produção industrial cearense caiu quase 9%. A queda (de empregos) representa 6,45% do total de vagas para o setor”, esclarece. Ele acredita, porém, que a partir do segundo semestre de 2016, ocorra uma melhora significativa da geração de empregos para a indústria. “Com a elevação das exportações, puxada pela ZPE (Zona de Processamento de Exportações) e os investimentos em energias renováveis, o Estado apresentará sinais positivos”, aponta.

No mês de dezembro do ano passado o Ceará fechou 10.120 vagas de emprego. Figuram no ranking da queda de empregos a construção civil (4.810), indústria de transformação (3.709) e o setor de serviços (1.748). “Em novembro atingimos um saldo de 22 mil desligamentos no ano. Com dezembro, a situação ficou preocupante e também surpreendeu”, disse Erle Mesquita, coordenador de estudos e análises de mercado do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT). Segundo ele, dezembro é uma época de ciclos de demissões. No entanto, não houve compensação com a entrada dos trabalhadores temporários.

No comparativo entre estados do Nordeste, o Ceará figura na terceira colocação. Encabeçam a lista da retração de empregos Pernambuco ( redução de 89.561) e Bahia 75.286 empregos a menos. Quem perdeu menos vagas de trabalho na região foi o Piauí, com 2.275 desligamentos.


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