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Professores da rede estadual decidem pela continuação da greve

Cerca de 1.400 professores da rede estadual se reuniram em nova assembleia e decidiram manter a greve, que já dura 52 dias. Estudantes que estão ocupando as escolas municipais estiveram no local em apoio aos professores. No mês passado, o Tribunal de Justiça do Ceara (TJCE) considerou a greve ilegal. 

Em decisão unânime, os educadores que estavam no local rejeitaram a proposta feita pelo Governador do Estado Camilo Santana, que oferece reajuste salarial de zero a 2%. "Nós já tivemos algumas conquistas, pois o movimento está sendo intenso com a grande paralisação dos professores e também a participação dos alunos. Mas quando chegamos na questão do reajustes, o que o Governo ofereceu foi inaceitável. Nós queremos ganhos reais, precisamos de propostas que atendam a toda a classe", diz a professora Lilia Costa.

Entre as pautas, os professores reivindicam um reajuste salarial de 12,76%; a realização de eleições diretas para gestores em todas as escolas; o fim dos assédios morais nas escolas; uma educação pública de qualidade e a e efetivação dos professores temporários.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Professores e Servidores da Educação e Cultura do Ceará (Apeoc), Reginaldo Pinheiro, a proposta do Governo de aumento entre 0% e 8%, que não contempla a todos os profissionais, além de ser abaixo da inflação de 2015, foi rejeitada pela categoria.

Negociações

"A greve continua por tempo indeterminado. Buscamos abertura nas negociações. Já houve alguns avanços em relação à verba suplementar para a alimentação dos alunos, a compra de computadores e a volta do programa Professor Coordenador de Área, mas em relação à remuneração, que é a nossa principal reivindicação, não houve progresso".

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