CIDADE

As falácias de um governador que ainda não se encontrou no cargo que ocupa

Camilo Santana, o governador que ficará na história do Ceará como 'frouxo e desumano'. Frouxo por não ter a coragem e nem competência para enfrentar o crime organizado que se alastra em todos os recantos do Estado. Desumano porque ao invés de viabilizar o atendimento à saúde para a população mais pobre do interior cearense e da Capital, prefere gastar o dinheiro do Estado com obras e equipamentos, que em médio prazo não trazem futuro algum, sem contar com os desperdícios. 

Na semana passada mais um descaso veio à tona, depois que o deputado estadual Heitor Férrer subiu à tribuna da Assembleia para denunciar a falta de compromisso do governador Camilo Santana com a saúde dos cearenses. Segundo denúncias do parlamentar, ao invés de investir dinheiro nos hospitais polos do interior, o governo preferiu gastar dinheiro com pavimentação asfáltica nos municípios cujos gestores são aliados políticos. Na visão do parlamentar, a ação se configura como 'obras eleitoreiras', no sentido de agradar aos que apoiaram a sua candidatura ao Governo do Estado em 2014.

Diante do descalabro na segurança pública, na saúde, e nos casos de desperdícios de dinheiro público com obras faraônicas, o governador Camilo Santana parace que ainda não acordou para o tamanho da responsabilidade que rodeia um gestor para a solução dos problemas do povo cearense. Camilo, no meu entender, ainda anda apegado a pequenos detalhes, a picuinhas políticas, ao disse me disse de intrépidos da comunicação cearense. Mas assessorado, não tem conseguido respostas suficientes para os casos de perseguição política que o seu governo tem arquitetado contra seus adversários políticos.

No final desta semana, um caso me chamou atenção, quando me deparei com o governador do Estado, por telefone, respondendo a questionamentos numa emissora de rádio de Iguatu. Foram quase 50 minutos de mesmices, de respostas não convincentes, sem esmero nenhum, e ainda por cima, lapidadas por forte componente politiqueiro, coisa detestável para um governador de um Estado de quase 9 milhões de habitantes.

Ao responder às perguntas do radialista, Camilo Santana não trouxe nada de novidades, e até tentou maquiar os números. Ao falar nos investimentos do Governo do Estado em Iguatu, globalizou os montantes. Disse, por exemplo, que investia quase R$ 5 milhões no Hospital Regional de Iguatu ao ano, mas não disse que para um único hospital de Sobral investe mais de R$ 112 milhões de reais. Camilo também não disse o porquê do atraso de medicamentos para o município e nem por que até hoje seu governo não viabilizou a quantia de R$ 100 mil para a implantação da clínica de traumatologia do Hospital Regional. 

No afã de agradar seus aliados políticos de Iguatu, também tentou eximir as responsabilidades do Estado no custeio da unidade de saúde. O governador disse que o Hospital de Iguatu é municipal, e, portanto, o Estado não teria nenhuma responsabilidade em seu custeio, mas que mesmo assim estava transferindo recursos de forma justa e rigorosamente em dia. Mas Camilo blefou, e por falta de assessoria, faltou com a verdade. O Hospital Regional de Iguatu é uma unidade de média complexidade, que atende a 10 municípios da região, envolvendo uma população de mais de 300 mil pessoas. E se é regional, é dever do Estado alocar recursos para o custeio daquela unidade de saúde sim. 
O governador também falou sobre os investimentos na UPA, Policlínica e no CEO, os dois últimos compõem o Consórcio Regional de Saúde do Centro Sul. Para os menos desinformados até parece que o Estado banca tudo, e foi justamente a idéia que o governador tentou plantar na cabeça da população iguatuense. Pelo menos nas pessoas que o escutaram. Na verdade, Os dois equipamentos do Consórcio Público de Saúde (Policlínica e CEO) funcionam no sistema de rateio de recursos, ou seja, os municípios financiam 50% e o Estado o restante. Então de modo algum o governador poderia ter levado para as arcas do Estado o mérito pelo funcionamento desses dois equipamentos. Mas Camilo mais uma vez tentou maquiar a verdade, e não se achando por satisfeito englobou até a construção e funcionamento da UPA de Iguatu.

Na segurança pública disse que ia investir mais de R$ 2 milhões de reais na Cadeia Pública de Iguatu e que iria ampliar a delegacia Regional de Polícia Civil, mas não disse o prazo, e nem justificou o fato dessa unidade prisional se encontrar interditada pela Justiça devido a problemas com uma fossa séptica, no qual se gastou R$ 70 mil reais e não resolveu o problema. Camilo também não justificou a superlotação das celas da delegacia de Iguatu, que atualmente comportam um número de presos muito acima do permitido.

Diante de tamanho descalabro, fico a me perguntar se realmente estamos bem representados. Um governador de estado perder quase uma hora do seu precioso tempo para responder questionamentos politiqueiros em uma emissora de rádio do interior do Estado é no mínimo ridículo, ou então é falta do que fazer mesmo. 

E aqui vai um simples conselho: governador Camilo vá procurar trabalhar pelo povo cearense e deixe de lado os conselhos dos babões da porta do seu gabinete. Vá cuidar da saúde do Estado que está falida. Deixe de perseguir o povo de Iguatu, e mande recursos para salvar vidas no Hospital Regional do município. Procure resolver os graves problemas na segurança pública do Estado. Vá procurar o diálogo com os professores da rede estadual que estão em estado de greve, prejudicando milhares de estudantes no Ceará. E já que seus aliados falam tanto em obras paralisadas, que tal finalizar as duas escolas do Estado que estão em construção em Iguatu? Tem também uma quadra de esportes na escola Adauto Bezerra. Finalize também.   


       

Sobre Luiz Vasconcelos

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