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Opinião: Coluna Observador Político

OPINIÃO: OBSERVADOR POLÍTICO

Tenho dito

Não se faz um país sem educação. E fora dela, não há salvação. E infelizmente, andamos na contramão disso.

Estudo do Fórum Econômico Mundial, divulgado na semana passada, aponta que a má qualidade da educação de base jogou o Brasil no grupo dos 'lanternas' em ranking de capital humano. O "Relatório Sobre o Capital Humano" avaliou 130 países, e o Brasil ocupa a 83ª posição. Mesmo sendo a 8ª economia do mundo, estamos atrás de países como o Uruguai (60º), Costa Rica (62º), Bolívia (77º) e Paraguai (82º).

Quem puxou o desempenho do país para baixo foi o preparo dos jovens de 0 a 14 anos. Pesaram nesse sentido a chamada "taxa de sobrevivência em educação básica", a capacidade de o aluno sair bem preparado do ciclo primário de ensino, e a qualidade da educação primária. Por tudo isso, conclui-se que alguma coisa está errada, e não é de agora. É secular.

Limites de gastos na campanha eleitoral

A campanha eleitoral deste ano, que vai eleger prefeitos e vereadores de 5.570 municípios, além de registrar a diminuição do tempo eleitoral, também será marcada pelos limites de gastos impostos pelas alterações promovidas pela Reforma Eleitoral 2015 (Lei nº 13.165).

A medida estabeleceu um teto máximo das despesas dos candidatos definido com base nos maiores gastos declarados na circunscrição eleitoral, no pleito anterior, em 2012. Conforme a norma, no primeiro turno do pleito para prefeito o limite será de 70% do maior gasto declarado para o cargo em 2012.

Para o segundo turno, o limite será de 30% do teto estabelecido para o primeiro turno. Nos casos onde a eleição foi decidida em dois turnos, o limite de gasto será de 50% do maior gasto declarado para o cargo no pleito anterior. Pelo visto os candidatos vão ter muita dor de cabeça para fecharem suas contas de campanha. É ver para crer.

Prova de fogo
Diante das novas regras eleitorais que proíbem doações de empresas para candidatos e partidos políticos, muitos acreditam que as eleições municipais de 2016 poderão representar a explosão do caixa dois. E sem ter como justificar as despesas, o risco é de que o CPF de eleitores seja usado indevidamente para justificar doações ilegais.

Aliás, em épocas anteriores, a essa altura, a campanha já tomava conta das ruas. Diferente de agora, onde as incertezas e a falta de dinheiro predominam. Ninguém sabe o que poderá acontecer. Muitos candidatos (prefeitos e vereadores) poderão ser eleitos e não assumirem seus mandatos.

Farol baixo nas rodovias agora é obrigatório

A Lei Federal nº 13.290/2016, de autoria do deputado Rubens Bueno (PPS), que torna obrigatório o uso de farol baixo durante o dia nas rodovias, é motivo de polêmicas em alguns estados do Nordeste. É que a inspiração do autor da proposta nasceu de uma necessidade verificada nas rodovias do seu estado, o Paraná e nos seus vizinhos, que constituem a “zona cinza”, onde dias com nevoeiro são praticamente uma rotina, aumentando a possibilidade de acidentes.

Nos estados do Nordeste, principalmente, parece excessiva a medida que deveria ser restrita às rodovias localizadas fora do chamado “perímetro urbano”, tanto assim que em cidades como Maceió não haverá fiscalização de rodovias dentro das cidades. O caso deve ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal.

Salvadores da pátria

Em tempos difíceis, de crise financeira no país, com reflexos diretos nos serviços de saúde, na educação, segurança pública, dentre outros, é normal que surjam salvadores da pátria ou então os ‘pitaqueiros’ de plantão.

Aqui na cidade de Iguatu é uma constante, principalmente no meio de alguns radialistas de plantão, bons de opiniões por trás de microfones. Recentemente, ouvi de um deles fortes críticas em relação ao comportamento dos grupos rivais na política de Iguatu. Dizia ele ‘detestar’ a atitude dessas agremiações, porque prejudicava o desenvolvimento de Iguatu.

Segundo ele, deveria haver uma união entre ambas as partes para ir ao governador cobrar benefícios para o município. Ora, união a essa altura, seria pouco provável, até porque política é política e adversário, em muitas ocasiões, são tratados a pão e água. Ainda mais com esse Governo que aí está filhote de uma das maiores oligarquias que o Estado do Ceará já teve.

Mas mesmo assim o radialista prossegue e tentar firmar na opinião pública de que seu veredicto é verdadeiro. Antes fosse, se não soubéssemos por quais motivos estariam seus maledicentes comentários, que por sinal figuram na mesma linha de um partido político que há pouco foi expulso do mando do Governo Federal.

E aí vem a pergunta: será se o partido que ele tanto apoia, até idolatra, tratava ou trata seus adversários políticos com igualdade, a ponto de unir, também, aliados e adversários em prol do bem comum? Duvido!
Uma pena que as pessoas ainda percam tempo ouvindo determinados engodos, que no final das contas fazem apenas confundir as opiniões, ou melhor, manipulam.



Sobre Luiz Vasconcelos

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