BB anuncia plano de fechar 402 agências e aposentar 18 mil pessoas

BRASÍLIA  -  O Banco do Brasil divulgou fato relevante no domingo comunicando uma reestruturação administrativa que inclui fechamento de agências bancárias e a criação um novo plano de aposentadoria antecipada.

Segundo o comunicado, 379 agências serão transformadas em postos de atendimento (PAs) e outras 402 serão desativadas, num universo de 5.430 agências do banco federal. Também serão fechadas 31 superintendências regionais. Em outubro, o banco fechou 51 agências.

O Banco do Brasil também aprovou a abertura de um Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (PEAI), com adesão até 9 de dezembro.

A revisão da estrutura do BB levará à redução de 9.072 vagas, num quadro total hoje de 109 mil funcionários. Hoje 18 mil funcionários estariam aptos a aderir voluntariamente ao plano, que dá como incentivo de 12 salários, mais uma indenização por tempo de serviço.

O fato relevante também diz que o BB está fazendo a revisão e o redimensionamento de sua estrutura organizacional em todos os níveis hierárquicos, na direção geral, superintendências e nas agências bancárias. Essas medidas, informou, serão implementadas ao longo de 2017.

“A rede de atendimento será reorganizada de forma a adaptar-se ao novo perfil e comportamento dos clientes”, diz o fato relevante. Segundo o BB, não será comprometida a presença do BB nos municípios onde atua. A estratégia do BB é a abertura de mais 255 agências de atendimento digital.

O Banco do Brasil estima em R$ 750 milhões a economia anual com as mudanças, sem considerar pessoal. Desse total, R$ 450 milhões seriam economizados com a nova estrutura organizacional e R$ 300 milhões com a redução de gastos com transportes de valores, segurança, locação, condomínios, entre outros. As medidas não alteram a “guidance” do BB para os seus resultados de 2016.

A reestruturação do BB faz parte dos esforços do novo presidente da instituição, Paulo Caffarelli, para fazer com que os resultados do banco federal fiquem mais próximos dos seus concorrentes do setor privado.

O aumento dos lucros é uma das medidas para reforçar a estrutura de capital do BB para fazer frente às exigências regulatórias de Basiléia 3 e permitir a expansão dos negócios do banco. No governo Dilma Rousseff, o BB recebeu aportes de recursos do Tesouro para lastrear suas operações, mas devido às restrições fiscais do país agora a instituição terá que levantar ela própria seu capital.


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