CIDADE

Falta de soro antiofídico e vacina antirrábica preocupa setor de saúde da prefeitura de Iguatu

No interior do Ceará a maioria dos municípios sofre com o mesmo problema. Nas últimas semanas, as pessoas que procuraram os postos de saúde, secretarias municipais e hospitais, acometidas por mordedura de cães, gatos, morcegos e outros animais encontraram a mesma resposta: "o produto está em falta. Não tem previsão de quando vai chegar". Ou: “a Secretaria de Saúde do Estado ficou de enviar alguns lotes com algumas doses, mas ainda não chegou”. 

Em Iguatu, na região Centro Sul do Estado, a falta do produto nos postos de saúde já dura mais de três meses. A secretária de Saúde, Vanderlúcia Lobo disse que a distribuição dos medicamentos é feita pela Secretaria de Saúde do Estado, e as doses que chegam ao município não são suficientes para distribuição nas cidades que integram a regional. 

"Além da vacina antirrábica, a falta do soro antiofídico (antibotrópico) para quem é vítima de picadas de cobras Jararacas torna a situação ainda mais preocupante. Já cobramos da Secretaria da Saúde do Estado a regularização do estoque, mas o que nos informaram é que a escassez dos produtos é gerada pela baixa produção no Instituto Butantan, cujas instalações passam por reformas", pontuou.

De acordo com informações da Secretaria de Saúde do Estado, entre os meses de janeiro a outubro deste ano, foi solicitado, conforme critério de incidência de agressões por animais, cerca de 150 mil doses da vacina humana, mas a quantidade entregue pelo Ministério da Saúde foi de apenas 72.350 doses, ou 48% do total.



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