POLITICA

Com base maior, líder do Governo busca unidade


Com uma base governista mais robusta, o líder do Governo na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Evandro Leitão (PDT), poderá ter mais trabalho para manter os aliados do governador Camilo Santana (PT) unidos a partir de fevereiro próximo, quando a Casa retoma os trabalhos após o recesso parlamentar. Isso porque alguns dos que agora fazem parte da bancada de apoio à gestão até pouco tempo estavam na oposição, e tendem a ter posicionamento mais independente.

No entanto, o parlamentar, em entrevista ao Diário do Nordeste, destacou que buscará mais diálogo e proximidade com todos a fim de manter unidade entre os 34 deputados que atualmente apoiam o Governo Camilo. Há, ainda, um impasse quanto ao posicionamento a ser tomado por Sérgio Aguiar (PDT), que depois da disputa pela Presidência da Casa, em dezembro de 2016, disse que iria manter-se independente no Legislativo.

Apesar de ter ganhado quatro nomes na base, sendo um do DEM e três do PMDB, o Governo perdeu Odilon Aguiar (PSD), que até novembro do ano passado fazia parte da administração pública, e corre o risco de ficar sem Sérgio Aguiar. Atualmente, a bancada de oposição soma 11 parlamentares na Casa.

Aliados

Durante o mês de janeiro, Aguiar, segundo informou, tem percorrido municípios do Interior para conversar com prefeitos e lideranças locais em busca de fortalecer os laços com aliados. Ele afirmou que, por enquanto, segue com postura de independência e não faz parte da base de apoio ou da oposição ao governador Camilo Santana.

Desde a disputa para a presidência do Legislativo, o pedetista não tem encontrado com os irmãos Ferreira Gomes, líderes políticos do grupo do qual faz parte. "Só tenho conversado com meus pares, orientando-os e conversando com grupos políticos que foram para a oposição", declarou Sérgio Aguiar.

Por outro lado, a base governista passou a ter ao seu lado nomes com expressividade na Casa, como João Jaime (DEM), Tomaz Holanda (PMDB), Agenor Neto (PMDB) e Audic Mota (PMDB). Atrair para seu lado parlamentares da sigla peemedebista garantirá um fôlego a mais ao Governo Camilo, visto que o partido tinha, até o fim de 2016, a maior bancada de oposição no Legislativo Estadual, inclusive com atuação firme de Audic e Agenor, que em quase todos os seus pronunciamentos na Casa apontavam "erros" da gestão.

Como Audic Mota passará a ser primeiro-secretário da Mesa Diretora, sua participação nos trabalhos do dia a dia tende a diminuir, o que também deve ocorrer com Agenor Neto, que na eleição apoiou o nome de Zezinho Albuquerque (PDT), eleito para mais uma mandato na Presidência da Assembleia. Com isso, os principais nomes de oposição passam a ser Roberto Mesquita (PSD), Odilon Aguiar e Silvana Oliveira (PMDB), além de Renato Roseno (PSOL).

Já a base governista passa a ficar bem mais numerosa, com capacidade de dar vitórias ao Governo em todas as votações da Casa. Com a saída de Julinho (PDT) da vice-liderança do Governo para assumir um cargo na Mesa Diretora (ele ocupará a terceira-secretaria), o nome que deve ser indicado para ajudar Evandro Leitão e Leonardo Pinheiro (PP) na liderança é o do deputado Joaquim Noronha (PRP), que esteve na composição da Mesa Diretora nos dois primeiros anos da atual Legislatura.

(Diário do Nordeste)


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