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Medicamento protege células de danos causados pelo vírus Zika

Estudo liderado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que o antiviral sofosbuvir, atualmente utilizado para tratamento da hepatite C, possui ação contra o vírus Zika. O efeito foi observado em testes com diferentes tipos de células, incluindo células neuronais humanas, além de minicérebros, organóides produzidos a partir de células tronco que reproduzem os estágios iniciais da formação do cérebro.

O estudo demonstrou que o medicamento inibe a replicação viral, protegendo as células da morte provocada pela infecção. Os resultados foram publicados na revista científica internacional 'Scientific Reports'. De acordo com o pesquisador do CDTS e coordenador do estudo, Thiago Moreno Lopes, mais investigações são necessárias antes da realização de ensaios com pacientes, mas os primeiros resultados apontam que o sofosbuvir tem potencial para se tornar uma opção no tratamento da doença.

"Identificar a ação contra o vírus Zika de uma droga que já é clinicamente aprovada é muito importante. Ainda não sabemos quando teremos uma vacina disponível contra o Zika e o uso de um medicamento antiviral pode reduzir danos provocados pela infecção. Dependendo dos resultados futuros, o tratamento poderia até ser considerado como medida profilática, como ocorre, por exemplo, no uso de certos medicamentos antirretrovirais no caso do HIV", afirma o pesquisador.


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