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Dois casos suspeitos de influenza A estão sendo investigados no Ceará

A Secretaria da Saúde do Estado (SESA) está investigando dois supostos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A doença atingiu 130 pessoas em 2016 e deixou 17 mortos no estado.

No início desta semana a Secretaria emitiu nota de alerta aos profissionais de saúde para a Síndrome Gripal, que pode se manifestar em adultos normais e saudáveis, sendo mais comum em idosos, crianças com menos de dois anos, além de pessoas acometidas por fatores de risco como a diabetes e doenças crônicas, transplantados e gestantes.

Entre as causas da doença está a contaminação pelo vírus influenza. Eles são transmitidos facilmente através da tosse ou do espirro de pessoas infectadas. Existem 3 tipos de vírus influenza: A, B e C. O vírus influenza C causa apenas infecções respiratórias brandas, já o tipo A possui potencial endêmico, apresentando grande variabilidade genética e infecta outros animais, o que o faz ter um maior potencial.

Em 2016, foram notificados 534 casos suspeitos da Síndrome Respiratória Aguda Grave no Ceará. Destes, 105 por influenza e 53 por outros vírus respiratórios. “É um vírus respiratório, de uma família diferente das arboviroses (zika, dengue e chincungunya). Mas costuma circular nesta época de chuvas no Ceará e a circulação se torna mais intensa porque neste período as pessoas costumam se aglomerar com mais frequência”, destaca o infectologista Roberto da Justa. 

Vacinação
Para o infectologista, a campanha de imunização deveria ocorrer no máximo em fevereiro de cada ano. Ele detalha que a variabilidade do vírus exige que uma nova vacina seja criada a cada ano. “Após a vacina, a proteção máxima vem em 15 dias. É uma vacina muito segura e com eficácia razoável de prevenir em até 80% a ocorrência da doença e, caso ocorra, previne o óbito”, informa Roberto da Justa. 

O médico destaca ainda que não há motivo para pânico. Não há nenhuma suspeita de surto ou epidemia e a ocorrência de casos está dentro do esperado. “Precisamos monitorar e ter vigilância para observar qualquer alteração. O importante é manter a população orientada para buscar atendimento se necessário”, acrescenta.


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