CIDADE

Donos de bares e restaurantes de Iguatu reclamam da cobrança de taxa para eventos de música ao vivo nos estabelecimentos comerciais


O Movimento da União de Bares e Restaurantes de Iguatu enviou nesta terça-feira (7) ao gabinete do prefeito de Iguatu, Ednaldo Lavor, ofício - anexado a um abaixo-assinado - solicitando uma reunião com o gestor para discutir a cobrança de taxa adicional, exigida pelo setor de tributação da Prefeitura do município, para que os donos desses estabelecimentos comerciais possam ofertar serviços de música ao vivo a sua clientela.

O assunto foi debatido na noite de segunda-feira (6), às 19h, durante uma reunião no auditório do Sebrae. Participaram do encontro o coordenador da União dos Bares e Restaurantes (UBR) de Iguatu, Elenilton Lopes, o coordenador do Sebrae de Iguatu, Jonny de Oliveira, além de vários músicos da cidade de Iguatu. Uma das pautas do encontro tratou da implantação da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) em Iguatu, entidade a nível nacional, sem fins lucrativos, que tem como objetivo capacitar e profissionalizar o setor de bares e restaurantes nas localidades onde a entidade atua. 

A outra pauta ficou ficou por conta da medida recente, implantada pela Prefeitura de Iguatu, da cobrança de uma taxa adicional para que donos de bares e restaurantes possam oferecer serviços de música ao vivo em seus estabelecimentos comerciais. Elenilton Lopes, que é proprietário do Ello Hotel,  afirmou que os donos desses empreendimentos contratam os músicos, mas não repassam nenhum custo adicional para a clientela. Ele vê a medida da nova administração com preocupação. "A partir do momento em que o município cobra uma taxa para esse tipo de serviço, é mais um custo a se onerar. Se os estabelecimentos cobram, ele vai afastar ainda mais o cliente e com isso é toda uma cadeia que perde. Perde o estabelecimento, perde o músico que não vai se apresentar e por consequência o próprio município que vai deixar de arrecadar", pontuou.

A cantora Cidenia Brito, já conhecida do público local por cantar em festas e bares da cidade, esteve presente no encontro. Ela apelou para o bom senso do poder público municipal, apesar de considerar que pela lei, a cobrança é legal. “Queremos o bom senso. A taxa será cobrada e os donos dos bares e restaurantes terão que pagar. Vamos ser prejudicados porque vai diminuir nossas contratações, e uma grande maioria vive da música”, lamentou.

Depois de protocolar o documento, Elenilton Lopes disse que espera que o chefe do Executivo Municipal possa rever a decisão tomada pelo setor de tributação do município. "Existe uma brecha para a cobrança dessa taxa no código tributário, ou melhor, não existe uma regulamentação em relação a isso. O que queremos é o diálogo e que o município possa resolver essa situação de uma forma que seja bom para ambas as partes", disse.

Por: Luiz Vasconcelos
Jornalista/MTE 3715-CE


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