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População de Quixelô come carne de "moita" há mais de 5 anos. Obras do novo abatedouro estão paralisadas

Obras do novo abatedouro público de Quixelô estão paralisadas há mais de 3 anos.
A população do município de Quixelô, na região Centro Sul, está consumindo carne abatida de forma clandestina, sem nenhuma inspeção sanitária. O novo abatedouro público da cidade está em construção há mais de três anos. Atualmente as obras estão paralisadas. 

Já o equipamento antigo foi embargado pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace)  há quase cinco anos por não apresentar condições de funcionamento. Desde então, a população vem consumindo carnes abatidas em locais diversos. A situação tem gerado revolta na população. 

"Estamos há mais de quatro anos consumindo uma carne de moita, abatida em terrenos baldios, isso é revoltante", disse o comerciante Francisco Sabino. 

O produtor rural Neto Abreu disse que a situação é preocupante, pois a população corre sérios risco de contrair uma doença. "Não é fácil se comer gado de moita, pois não tem como saber se aquele reis tá doente ou se está sadia. Aqui não se fiscaliza nada", disse.

O novo abatedouro fica próximo à Vila dos Firminos, distante três quilômetros da sede. Orçado em quase R$ 958 mil, o equipamento ainda está em fase de conclusão. "Nós como cidadãos, estamos cobrando uma urgência para a resolução desse problema na nossa cidade, pois isso está deixando a população apavorada, com medo de contrair algum tipo de doença, devido ao consumo de carne contaminada", disse o funcionário público, José Roberto Lopes.

Além da carne de origem duvidosa, os consumidores reclamam do preço do produto. O quilo da carne de primeira custa em média R$ 18 reais. Marchantes e comerciantes sabem da forma como os animais são abatidos na cidade. "A carne aqui é adquirida diretamente dos proprietários, a gente compra o boi, eles abatem e enviam para a gente revender", disse o comerciante Carlos Alberto. 

(Com informações da TV Diário)

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