CIDADE

Número de casos suspeitos de febre chikungunya em Iguatu dobra em uma semana


O número de notificações de casos de febre chikungunya em Iguatu, em 2017, mais que dobraram no intervalo de uma semana.

De acordo com boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), nesta sexta-feira (12), Iguatu tem 414 casos suspeitos da doença; na semana anterior, eram 172.

O Índice de Infestação Predial (IIP) médio da cidade foi de 2,2%, o que é considerado como uma situação de Médio Risco para a transmissão viral. Dentre os municípios da 18ª Regional de Saúde, Iguatu só perde para o município de Catarina, com 464 casos.

Até o final de 2016, Iguatu era considerado um município padrão no controle de endemias. Com a posse da nova gestão, o Núcleo de Endemias passou por algumas transformações: o coordenador geral, Valmir Torres, que há 16 anos se encontrava à frente dos trabalhos, pediu afastamento da função. O município também demitiu quase a metade dos Agentes de Endemias, fragilizando mais ainda o trabalho de controle do mosquito nos bairros.

A chikungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, tem acometido pessoas de diversos bairros da cidade, dentre eles, 7 de Setembro, Santo Antônio, Veneza, Cocobó, Vila Neuma, Vila Moura e Brasília.

Os pacientes dessas regiões têm procurado as unidades de saúde do município se queixando de sintomas como, dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, além de dores intensas e inchaços nas articulações.

Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos.

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