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Audiência Pública discute fechamento do Centro de Semiliberdade de Iguatu


O possível fechamento do Centro de Semiliberdade de Iguatu foi tema de audiência pública, realizada nesta terça-feira (01/08), na Câmara de Vereadores do município. A notícia da desativação da unidade socioeducativa foi divulgada na semana passada.

Segundo determinação da Superintendência Estadual de Atendimento Socioeducativo (SEAS), a unidade de Iguatu deveria ter sido desativada nesta terça-feira, e os internos transferidos para outros centros da região, no entanto a medida foi adiada.

O Centro de Semiliberdade de Iguatu tem capacidade para atender 25 adolescentes de ambos os sexos, de 12 a 18 anos, autores de ato infracional, ofertando o desenvolvimento de atividades socioeducativas e de iniciação profissional. Atualmente, 14 municípios são atendidos pela unidade de Iguatu.

A Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude, Helga Barreto Tavares, participou da audiência e disse que ficou surpresa com o anuncio do fechamento da unidade de Iguatu. Ela criticou a medida e cobrou estudos técnicos do governo do Estado para justificar a decisão. Ela também criticou a falta de investimentos na estrutura. "É muito precária. No papel, a unidade tem porte para atender a 25 adolescentes, no entanto não é isso que se tem observado", disse.

No interior, atualmente, o Estado conta com quatro centros socioeducativos para internação de adolescentes infratores, além de outros espalhados na Região metropolitana e na Capital. O orçamento anual é de R$ 20 milhões. 

O Conselheiro Tutelar, Wellington Alves considerou a medida arbitrária. "Enquanto a gente luta para ampliar o sistema, recebemos uma notícia triste como essa", disse.

A unidade de Iguatu possui atualmente 6 internos que são assistidos por uma equipe formada por psicólogo,  Pedagogo e Assistente Social. Ao todo são 30 funcionários para manter o funcionamento da unidade. "Ao invés de fechá-lo, o governo deveria ampliar esse centro, melhorando assim o atendimento, afinal é um direito que esses adolescentes têm de ficar mais próximos de suas famílias", destacou Eurenir Sobreira, uma das fundadoras da instituição em Iguatu. 

"Se for para outro município, como irei me deslocar para dar assistência a minha filha, que inclusive é mãe de uma criança recém-nascida?", indagou a dona de casa, identificada por Gardênia.

O vereador Lindovan Oliveira defendeu mais investimentos para a unidade de Iguatu. "O governo precisa investir mais e não desativar, distanciando dessa forma o atendimento a esses jovens".

A reportagem do site Iguatunoticias.com entrou em contato com o deputado Agenor Neto e ele disse que está muito preocupado com o  possível fechamento da unidade, e que inclusive teria conversado sobre o assunto com o secretário da Casa Civil, Nelson Martins e com o governador Camilo Santana. "Minha ideia é que o Centro de Semiliberdade seja transformado em internato, melhorando dessa forma o atendimento aos jovens infratores", disse o deputado.

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