POLITICA

Congresso não vê possibilidade de União reduzir preço dos combustíveis


O Congresso Nacional não vê um cenário de queda nos preços da gasolina, etanol e gás de cozinha, mesmo após o fim da greve dos caminhoneiros, que resultou em desconto de R$ 0,46 no litro do óleo diesel, e a normalização do abastecimento de combustíveis.

Em Brasília, o litro da gasolina é vendido à população por aproximadamente R$ 5 nos postos. O botijão de gás chega a R$ 80. Para os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a margem de manobra orçamentária é muito pequena para o governo atuar na redução do patamar. 

Maia destaca ainda que o governo se depara com travas da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e da emenda à Constituição que estabeleceu um teto para os gastos.

O deputado acredita que a única política a ser feita no momento é o uso de impostos flutuantes, que seriam reduzidos no caso de alta do valor do petróleo. 

No caso do gás, Rodrigo Maia defende que o governo crie um mecanismo que beneficie os mais pobres.

Uma solução seria ampliar o benefício do programa Bolsa Família, direcionando o recurso para a compra do botijão, mas reconhece que a proposta tem limitações. “Agora tem que ter paciência, entender que não tem mágica, que a Petrobras já foi usada de forma equivocada. Há um problema grave, o orçamento público está esgotado. Não há mais espaço para grande interferência no Orçamento”, disse.



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