CIDADE

Promotoria investiga epidemia de crianças pedintes nas ruas de Iguatu. Prefeitura se cala


O aumento do número de crianças e adolescentes em pontos distintos de  Iguatu, vendendo produtos – o que configura trabalho infantil,  fazendo exibições ou pedindo dinheiro em diversos semáforos da cidade, despertou a atenção da Promotora da Infância e Juventude de Iguatu,  Helga Barreto Tavares, que solicitou relatório ao Centro de Referência da Assistência Social – CREAS.

Segundo a representante do Ministério Público, a solicitação do relatório ao CREAS surgiu após denúncias recebidas pelo órgão de que crianças e pré-adolescentes estariam próximos a estabelecimentos comerciais da cidade vendendo produtos ou oferecendo serviços. 

A representante do Ministério Público destaca que, a maioria dessas crianças tem algum tipo de problema em casa, emocional, afetivo, social ou familiar, e que essas situações tem se agravado mais ainda por conta da ausência de políticas públicas de Assistência Social para atender as famílias em vulnerabilidade. 

A promotora lembra que quando a criança acaba na rua, algo de errado acontece no âmbito familiar. Ela pede, inclusive, que as pessoas não deem dinheiro, porque esse gesto pode fortalecer o vínculo da criança com a rua. Ela disse que o relatório do CREAS é completo e vai ajudar no trabalho a ser desenvolvido pelo Conselho Tutelar, do próprio CREAS e da Promotoria da Infância e Juventude da cidade.

Em tempo: Quando muito se fala em políticas de Assistência Social em Iguatu, e aí vem a seguinte pergunta: cadê os programas de Assistência Social que eram implementados na gestão passada? Porque não investem em programas culturais? Cadê o Núcleo de Artes? Porque foi fechado no início dessa gestão, e até hoje não colocaram para funcionar? 


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