Roberto Monteiro vai pedir investigação federal

O secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Roberto Monteiro, vai pedir investigação federal no caso da morte do lagosteiro Cláudio Augusto Kment. O empresário foi assassinado no dia 16 de dezembro de 2004 dentro da empresa Ceará Pesca, de sua propriedade, instalada no Mucuripe.

As investigações iniciais sobre o crime apontaram para a participação de policiais, mas não chegaram a ser concluídas. Em 2005, o crime foi alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Assembleia Legislativa para investigar grupos de extermínio no Ceará.

Em julho deste ano, a delegada Alexandra Medeiros foi designada para atuar no caso do lagosteiro como assistente do delegado Ronaldo de Melo Bastos. A investigação sobre a morte de Cláudio Kment, segundo a delegada Alexandra disse ontem em entrevista coletiva, seria o motivo do atentado que ela, seu marido Fernando Cavalcante e os dois filhos, teriam sofrido no dia 16 de agosto. Na ocasião, Fernando reagiu e matou um homem identificado como Jorge Eduardo Carvalho de Melo.

A federalização é mais um capítulo da crise que se instalou na Polícia Civil desde a denúncia de tortura feita por presos no dia 3 de novembro e que resultou na abertura de inquérito policial e na troca de acusações entre o superintendente Luiz Carlos Dantas e os delegados Cavalcante e Alexandra Medeiros.

Os presos supostamente torturados teriam tido participação no atentado contra a delegada. Eles denunciaram que foram torturados pela equipe que os prendeu, no último dia 29. Na coletiva, a delegada, por sua vez, acusou Dantas de interferir nas investigações sobre o atentado, constrangendo uma testemunha.

Com relação às acusações, Dantas divulgou nota dizendo que “já estão sendo tomadas medidas judiciais cabíveis relacionadas às acusações dirigidas a ele“.

No inquérito instalado para apurar as denúncias de tortura, após quatro dias de tomadas de depoimentos, representantes da OAB, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Estadual de Segurança e Corregedoria dos Órgãos da Segurança Pública vem seguindo à risca o pacto de silêncio. Dos 15 depoimentos tomados, nada foi revelado à imprensa pelos representantes dos órgãos que acompanham às investigações conduzidas pelo delegado José Rodrigues Júnior. ”

Jornal O Povo

Luiz Vasconcelos

O redator do blog tem formação acadêmica pela Universidade Estadual do Ceará na área de Pedagogia, no entanto, tem grande predileção pelo jornalismo.

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