O governo da presidente Dilma Rousseff (PT) fechou o primeiro ano de governo sem entregar uma creche.
Durante a campanha presidencial em 2010, a presidente fixou uma meta de construir 1,5 mil unidades por ano. Até o final do mandato, a intenção é construir 6,427 mil creches. Mas, o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), responsável pelo projeto ProInfância, que cuida da construção dessas creches, pagou R$ 383 milhões dos R$ 2,3 bilhões empenhados, segundo dados do “O Estado de S. Paulo”.
No 1º ano de governo, a execução do ProInfância ficou em 16%. Nenhuma obra foi concluída e entregue pelo ex-ministro da Educação Fernando Haddad, que deixou o cargo para se candidatar à prefeitura de São Paulo.
Para cumprir a promessa, o MEC (Ministério da Educação) precisará inaugurar ao menos 178 creches por mês, ou cinco por dia, até o fim de 2014.
O déficit no país é de 19,7 mil creches. As regiões Norte e Nordeste têm os menores porcentuais de matrículas, segundo o Movimento Todos pela Educação. A pior situação é a do Amapá, com menos de 4% das crianças matriculadas.
Para atingir uma das metas do Plano Nacional de Educação, a União precisa triplicar o número de matrículas nas unidades existentes.
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