Os resultados ruins apresentados este ano pelas fabricantes de automóveis - queda de 16,8% na produção, de 7,6% nas vendas internas e de 35,4% nas exportações no primeiro semestre - vêm puxando para baixo o desempenho de toda a cadeia automotiva. Setores que têm dependência forte das montadoras, como os de plásticos, siderurgia e, claro, autopeças, também apresentam desempenho negativo no ano.
De abril a junho, a indústria de componentes plásticos, por exemplo, demitiu 3.133 trabalhadores. Com isso, o segmento encerrou o semestre com saldo negativo de 158 postos. Embora pareça pouco, foi a primeira vez, em 15 anos, que o número de vagas ficou negativo.
As demissões devem se acentuar a partir deste mês com o dissídio coletivo dos metalúrgicos. "Esperávamos uma reação do mercado, mas, como isso não aconteceu, as empresas devem acelerar as demissões", disse o presidente do Sindipeças, Paulo Butori.
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