CIDADE

Mês negro na história de Iguatu. Eleição da Câmara termina em tumulto e pancadaria


A quem interessaria tumultuar e até anular a eleição da mesa diretora da Câmara de Iguatu? Ora, a resposta é simples, basta raciocinar. Quem teve a coragem de votar contra o Natal de Luz, causando enormes prejuízos financeiros ao comércio e a cultura local do município; se em outra oportunidade bloquearam a construção de 1.196 casas para os mais pobres, porque não poderiam, agindo em complô, se articular para prejudicar a eleição da Câmara, já que estavam na eminência de serem derrotados? 

É certo que, contra fatos, não há argumentos. A oposição de Iguatu mais uma vez marcou um capítulo negro na história política de Iguatu.

Sem votos para vencer a eleição da mesa diretora, que até então era dada como certa, a “Turma dos Nove” resolveu se utilizar de todos os meios maquiavélicos para sujar o pleito, apelando para atitudes extremas. E veio então a fraude no processo eleitoral. Votaram 17, mas na contagem das cédulas aparecia mais uma, cujas assinaturas não conferiam, e ainda mais, o voto favorecia o candidato à presidência Rubenildo Cadeira, da chapa de oposição.

O episódio foi suficiente para se iniciar um tumulto generalizado no plenário da Câmara. Formou-se um ambiente de guerra. Muito bate boca, quebra de cadeiras e insultos. O plano de sabotagem aos poucos se confirmava. A plateia, de ânimos inflamados, teve que ser contida pela polícia militar, que usou spray de pimenta para controlar a confusão. Também estavam na plateia o vice-prefeito Ednaldo Lavor e ex-vereador Airton Lavor, que junto a um grupo de manifestantes, contribuíam para o acirramento dos ânimos.

No plenário muito bate boca, além de agressões físicas e arremessos de garrafas de água mineral contra os ocupantes da Mesa. O presidente Bandeira Júnior, um dos mais achincalhados, chegou a ser ameaçado de morte e resolveu encerrar a sessão. O caso foi parar no Fórum de Justiça da cidade. 

Pergunta que não quer calar: Porque os vereadores de oposição rasgaram as cédulas eleitorais, inclusive a falsa, quando  perceberam que iriam perder a eleição por 9 a 8?

Se o exemplo pega, para não perder uma eleição é só rasgar os votos.



Sobre Luiz Vasconcelos

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