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Russas: após assalto frustrado, grupo faz reféns e é preso com armamento de guerra

Quatro homens foram presos na madrugada desta quinta-feira (15) em Russas, a 165 km de Fortaleza, após uma tentativa frustrada de ataque a carro-forte. Na fuga da ação, os criminosos fizeram moradores de um sítio de reféns e só se entregaram após cerca de seis horas de negociações. Um quinto homem foi preso já na manhã desta quinta-feira, também suspeito de integrar a quadrilha. 

O grupo tentou atacar um comboio formado por três carros-fortes que saíram das cidades de São João do Jaguaribe, Limoeiro e Russas, e se encaminhavam para Fortaleza. No km 120 da BR-116, os bandidos interceptaram as veículos e efetuaram disparos. Os vigilantes reagiram e dois dos suspeitos foi atingidos. 

Diante da ação frustrada, os criminosos - de oito a dez homens, segundo a Polícia - fugiram e, cerca de oito quilômetros adiante, renderam os três moradores de um sítio, fazendo-os reféns. 

A Polícia cercou o local e, após seis horas de negociações, quatro homens se renderam. Foram presos Antônio Ricardo Germano de Lima, o 'Ricardo da Vila Rica', 29, que responde por roubo; Elineudo Oliveira Silva, o 'Neudo Pipoca', 41, que já foi preso pela Polícia Federal em 2010; Paulo Sérgio de Oliveira, 31, e Ângelo Márcio Rodrigues, 36. Estes dois últimos, foram feridos nos confrontos e encaminhados ao Instituto Dr. José Frota, no Centro de Fortaleza. 

Com eles, foram apreendidos três fuzi modelo AK 47, dois fuzis calibre 556, uma espingarda, três pistolas ponto 40, além de carregadores, munições de diversos calibres e cerca de 20 quilos de explosivos. De acordo com o comandante do Comando de Policiamento do Interior (CPI) Norte, coronel Júlio Aquino, o armamento é similar ao utilizado em guerras. "Não há no mercado colete balístico que proteja destes calibres", afirmou. 

Já na manhã desta quinta-feira, um quinto homem foi localizado e preso. A Polícia continua em diligências para capturar os demais integrantes do grupo criminoso.  Todos os presos foram levados para a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), na Capital.

A operação é realizada em conjunto entre as Polícias Civil, Militar, e Rodoviária Federal.

(DN)


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