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Ceará registra 384 casos de hepatite em 2016

O Ceará registrou, entre 2007 e 2016, 7.027 casos de hepatites A, B, C e D. A virose pode até ser silenciosa, mas é letal: 343 cearenses morreram em consequência da doença nesse período. Os dados foram divulgados no boletim mais recente da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa).

A hepatite A foi a maior responsável pelo aumento do número, com 3.061 infectados, o que corresponde a 43,6% do total de notificações. Em segundo na lista, aparece a hepatite C, com 2.020 casos, seguida pelos tipos B (1.900) e D (46).

Só em 2016, foram diagnosticados 384 casos no Estado: 354 em Fortaleza, 6 em Sobral, 3 em Caucaia, 3 em Icó, 2 no Crato, 2 em Fortim e 2 em Cascavel. Os municípios de Senador Pompeu, Russas, Limoeiro do Norte, Bela Cruz, Marco, São Benedito, Ubajara, Viçosa do Ceará, Crateús, Monsenhor Tabosa, Nova Russas e Caririaçu registraram um caso cada.

Mortes

De acordo com o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês), a hepatite mata 350 mil pessoas por ano no mundo. No Ceará, o tipo A lidera o número de casos de hepatite, mas não é o que mais preocupa. Mais da metade dos 343 cearenses que morreram em consequência da virose, 50,1%, foram infectados pelo tipo C.

“A hepatite C é mais grave porque pode evoluir para câncer no fígado e cirrose. Além disso, a doença é silenciosa, pode demorar de 20 a 25 anos para manifestar sintomas”, explica a enfermeira da Sesa, Ana Cláudia Costa.

Do restante das mortes, 6,1% foram associados ao tipo A, 23% à hepatite B e 20,7% a tipos não especificados da virose. Para a Sesa, estes últimos casos são mais delicados, já que a inflamação no fígado é identificada, mas nenhum tipo de vírus das hepatites é detectado.

Sintomas

Dentre os sintomas da hepatite, estão febre, mal-estar, náuseas, vômitos, mialgia e urina escurecida. Mas, na maioria dos casos, eles são silenciosos. A hepatite B é a única para a qual existe vacina. Já a prevenção do tipo C é semelhante à de qualquer Doença Sexualmente Transmissível (DST).



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