CIDADE

Diocese de Iguatu investiga graças atribuídas à menina Maria Augusta

Foto: Ana Paula - Pascom
O bispo da Diocese de Iguatu, dom Edson de Castro Homem, determinou que o pároco da Igreja Matriz de Senhora Sant'Ana, Carlos Roberto Alencar, colha depoimentos de parentes e amigos de Maria Augusta, que foi assassinada pelo próprio pai, em junho de 1965, aos 14 anos, após resistir a tentativas de sedução, no sítio São Joaquim, zona rural deste Município, na região Centro-Sul.

A ideia do bispo é, a partir da coleta de relatos e de outras fontes históricas, analisar a possibilidade de abertura do processo de beatificação, que deve ser autorizado pela Santa Sé. O bispo ressalta que ainda não há comissão oficial formada, e que apenas solicitou ao padre Roberto Alencar que colhesse informações.

O túmulo de Maria Augusta é o mais visitado no Cemitério Senhora Sant'Ana durante o ano e, em particular, no Dia de Finados. As pessoas depositam flores, acendem velas e fazem orações. Há dezenas de relatos de graças alcançadas. Recentemente, uma família fez uma reforma na sepultura por agradecimento. 

O bispo de Iguatu frisou que é preciso ter prudência e seriedade na análise dos fatos. "Não me move, não me comove", frisou. "Seria uma graça, uma alegria a Diocese de Iguatu ter uma santa, mas é preciso interpretar os fatos, observar ocorrência não apenas de graças alcançadas, mas de milagres". Por último, dom Edson de Castro enfatizou: "Deus é quem governa e abrirá caminhos se for para ela ser considerada santa".



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