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Comerciantes do interior do Ceará sofrem boicote por declarar voto em Bolsonaro


Comerciantes de pelo menos quatro municípios cearenses que declararam voto em Jair Bolsonaro (PSL) publicamente estão sofrendo um boicote liderado por movimentos contra o presidente eleito por conta do resultado das eleições.

Uma lista tem sido divulgada nas redes sociais incentivando a população a não comprar em determinados estabelecimentos. No post, chamado de “Relação de comércios onde os eleitores do Haddad não deverão mais comprar”, o autor, que não teve o nome identificado, defende que as pessoas deixem de comprar nessas lojas. Os empresários já sentem no bolso a queda das vendas.

O caso ganhou repercussão após a presidente da Câmara de Dirigentes Logistas (CDL) de Monsenhor Tabosa, Ivone Barros, publicar uma carta de repúdio a uma lista que circula na internet com 17 nomes de estabelecimentos de proprietários que teriam votado em Jair Bolsonaro.

“Imediatamente entramos em contato com todas as pessoas da lista”, avisa. Ela ainda comenta que de acordo com os comerciantes foi observada uma queda nas vendas se comparado a dias anteriores da publicação.

Ivone ainda diz que o autor da lista de Monsenhor Tabosa foi identificado, mas como pediu desculpas os lojistas envolvidos decidiram não acionar a Justiça. “Ela fez uma retratação pública e foi decidido pelos comerciantes, mas que se ocorressem um outro caso iam tomar as medidas cabíveis”.

Além de Monsenhor Tabosa, comerciantes de outras três cidades enfrentam o mesmo problema por conta da lista que pedem o boicote a esses estabelecimentos: Morada Nova, Crateús e Tamboril.


Sobre Luiz Vasconcelos

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