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Chuvas irregulares provocam queda na colheita de grãos no Ceará. Iguatu têm perda de 27% na safra de milho


Relatório divulgado pela Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Ceará (SDA) aponta para uma queda significativa na colheita de grãos no Estado. As precipitações irregulares, espaciais e, os veranicos registrados sobretudo em março, trouxeram prejuízos e frustrações para os agricultores cearenses.

A irregularidade das precipitações entre fevereiro e maio resultou numa perda para a safra de grãos. Na região Norte (Ibiapaba, Sobral e Baixo Acaraú) os prejuízos foram causados por excesso de precipitações. No Sertão Central, Inhamuns, Centro Sul e Cariri, por escassez de água.

De acordo com a agrônoma da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), Gecilda Correia Nunes, neste ano a perda média da safra atingiu um percentual de 25,84% em relação ao esperado no início do ano. Ela observa que esse indicador pode chegar, após a finalização do relatório, à marca de 30% de perda, se comparado ao prognóstico do início do ano.

A região do Cariri foi uma das que registraram maior índice de perda. Em Brejo Santo, por exemplo, a frustração da safra de milho chega a 87% e de feijão de corda, 65%. 

O presidente da Ematerce, Antônio Amorim, destacou o prejuízo econômico para a região. "No Cariri, que historicamente tem larga produção de grãos, as perdas foram muito elevadas e isso vai impactar a economia local, com menos dinheiro circulando nas cidades", avaliou.

No Médio Jaguaribe, a perda média estimada de grãos é de 10%. Em Alto Santo, chega a 23% a frustração de safra. De acordo com o coordenador regional da Ematerce em Jaguaribe, João Alves de Menezes, a cultura do milho foi a mais afetada.

Em Iguatu, a perda média de milho é de 27% e a de feijão 22%, mas em Quixelô é mais elevada: milho chega a 35% e feijão, 27%.  De acordo com o gerente local, Erivaldo Barbosa, os técnicos estão em campo avaliando a situação após a quadra invernosa, por isso que os dados ainda são parciais. Ele explica que as chuvas foram muito irregulares e há distritos com perdas muito elevadas, como a região de Riacho Vermelho.

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