OPINIÃO: Autoritarismo, perseguição e descaso; o retrato da saúde na gestão Roberto Filho


A médica e ex-prefeita de Acopiara, Ana Patrícia Barbosa, foi demitida do Hospital Regional de Iguatu. O “crime”? Ter aparecido em uma foto ao lado do deputado Agenor Neto, durante a visita do presidente da Assembleia Legislativa, Romeu Aldigueri, a Iguatu, no fim do ano passado.

O episódio escancara aquilo que muitos já denunciam: a perseguição política do prefeito Roberto Filho contra profissionais que não se enquadram em seu projeto de poder. Em vez de valorizar quem salva vidas diariamente, a gestão prefere punir, humilhar e excluir.

Ana Patrícia não foi demitida por erro médico, negligência ou falta de compromisso. Pelo contrário: sempre atuou em uma estrutura precária, marcada por atrasos salariais dos médicos, falta de insumos, abandono e descaso. Trabalhou onde há colchões rasgados, como mostrou recentemente um vídeo gravado por uma aliada do próprio prefeito. Trabalhou onde há lixo acumulado dentro da unidade hospitalar. Trabalhou onde sofrem com a falta de atendimento digno.

Ainda assim, bastou uma fotografia para que a médica fosse descartada.

Enquanto profissionais competentes são perseguidos, o povo de Iguatu continua pagando a conta: postos sem remédios, exames que não saem, consultas que não chegam, cirurgias que não acontecem. A saúde pública afunda, mas o prefeito escolhe travar batalhas políticas pessoais, usando o hospital como instrumento de vingança.

A demissão de Ana Patrícia não é apenas um ato administrativo. É um ato de autoritarismo, perseguição e desprezo pela saúde da população. Em Iguatu, hoje, não se demite por incompetência. Demite-se por pensar diferente. E quem sofre, como sempre, é o povo. 


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