O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, requereu à Procuradoria-Geral da República abertura de inquérito contra a revista Carta Capital. Segundo o jornal Estadão, ele quer processar a publicação por calúnia, injúria e difamação.
Na representação, o ministro diz que a edição 708 da revista publicou reportagem segundo a qual ele teria recebido do chamado “mensalão mineiro” R$ 185 mil em março de 1999, quando ocupava o cargo de advogado-geral da União.
Na representação, Mendes informa que só assumiu a chefia da Advocacia-Geral da União em janeiro de 2000. Em 1999, ele ocupava o cargo de subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil. O ministro afirma, ainda, que a lista é falsa e que isso já foi comprovado.
O ministro afirma que a revista publicou a reportagem para levantar dúvidas a respeito de sua capacidade de se tornar juiz do processo do mensalão. Por isso, segundo ele, imputou-lhe a prática de ato criminoso, ao dizer que havia recebido vantagens indevidas oriundas de fontes públicas, além de sugerir que teria praticado ato indevido no cargo de ministro, ao conceder habeas corpus a Marcos Valério, réu do processo do mensalão, em 2009.
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