Famílias que ocupam áreas públicas em Iguatu continuam sem assistência do poder público

A situação dos ocupantes é de vulnerabilidade, os espaço não dispõem nem de sanitário. Foto: Honório Barbosa
Dezenas de famílias que ocupam áreas públicas em bairros da periferia de Iguatu, com o objetivo de reivindicar moradia popular, aguardam há vários meses por uma decisão da Prefeitura. Algumas já conseguiram construir parcialmente algumas casas de alvenaria, mas a maioria mora em barracos precários, construído a base de madeira e papelão.

As famílias enfrentam um calor intenso no interior das moradias precárias. A situação dos ocupantes é de vulnerabilidade, os espaços não dispõem nem de sanitário. "Aqui à tarde é um forno e à noite tem muita muriçoca. Nosso sofrimento é grande. Quando chove, molha tudo", disse o catador de recicláveis, Valdir Pinto Ribeiro. A dona de casa, Mara Lima, mantém a esperança. "Não podemos pagar aluguel, não temos para onde ir. Espero receber uma casa".

A aposentada, Maria Luíza de Souza, reclama: "O tempo está passando e não temos nenhuma solução, só promessas, até hoje", pontuou. Já o artesão, Carlos Eduardo Araújo, ocupou o espaço onde deveria funcionar uma Academia de Saúde, no bairro Areias II, e instalou a oficina, construída ao lado do barraco. "Só quero sair daqui quando construir minha casa", disse.

A Prefeitura não tem um levantamento atualizado do número de pessoas que moram em barracos e dos que construíram, mesmo parcialmente, casas de alvenaria, embora já tenham sido feitos vários cadastros. Os próprios ocupantes estimam que 120 famílias morem nos espaços improvisados. 



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