O PSDB desqualificou nesta terça-feira, 13, a pesquisa Sensus, encomendada pelo Sintrapav (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada de São Paulo), que apontou empate técnico entre o tucano José Serra (32,7%) e a petista Dilma Roussef (32,4%) na corrida eleitoral. O resultado é o mais apertado já obtido entre os dois candidatos até então. Para os líderes tucanos, a pesquisa quer impactar negativamente a campanha de Serra, por ser encomendada por um sindicato favorável a Dilma.
"Os institutos de pesquisa deveriam ter um certo regulamento. Eu acho meio surreal um sindicato encomendar pesquisa", disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).
O senador Álvaro Dias (PR) disse que a pesquisa "não captou a realidade", já que os fatos políticos dos últimos dias favoreceram Serra – sobretudo após o evento que lançou a sua pré-candidatura no último sábado, 10.
"Só houve fatos positivos nesse período. Essa pesquisa é contraditória, os institutos também erram, equívocos acontecem. O objetivo é jogar uma ducha de água fria no entusiasmo oposicionista", afirmou.
Já o PT comemora a subida da pré-candidata. Porém, os parlamentares querem evitar que o entusiasmo com o resultado contamine a campanha. "Os números da pesquisa Sensus tem que ser recebidos com as nossas sandálias da humildade", disse o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, ao comentar os resultados no microblog Twitter.
A pesquisa apontou que Ciro Gomes (PSB) teria 10,1%, e Marina Silva (PV), 8,1% das intenções de voto. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.
Segundo informações apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o registro de número 7594/2010, o levantamento foi feito entre os dias 5 e 9 de abril em 24 estados, com 2.000 entrevistas.
Redação O Povo
