Uma resolução do TSE, adotada na noite da última terça-feira, 29, obrigará reajustes em dezenas de coligações partidárias por todo o País. De acordo com o Tribunal, partidos aliados nos estados com candidatos diferentes à presidência da República ficam impedidos de usar a voz e imagem da candidata petista Dilma Rousseff em rádio, televisão, internet, cartazes e adesivos.
A consequência dessa nova definição da Justiça Eleitoral para o Ceará é que nem o governador Cid Gomes nem o candidato do PR, Lúcio Alcântara, poderão utilizar a imagem da candidata do PT, Dilma Roussef em sua propaganda eleitoral.
A proibição do uso da candidata Dilma por Lúcio Alcântara decorre dele estar aliado ao PPS na disputa ao Governo do Ceará. O PR de Lúcio está com Dilma, mas o PPS vota em Serra. Assim, Lúcio fica impedido de colocar a imagem e a voz de Dilma Roussef. Essa decisão atrapalha a estratégia eleitoral dele de se vincular como segundo palanque de Dilma no Estado.
A mesma regra vale para o governador Cid Gomes. Na sua coligação, o PTB está coligado com o PSDB de José Serra. E é extensa a lista dos pequenos partidos que tÊm candidato a presidente. O PHS tem candidato a presidente. O PSL também tem seu candidato a presidente. Ou seja, na coligação do Governador existem pelo menos três candidatos ao Planalto, excluindo a candidatura de Dilma Roussef que é a prioridade para alavancar a reeleição de Cid ao lado do presidente Lula. Com tantos candidatos a presidente, a nova regra do TSE veda a propaganda de Cid o uso da voz e da imagem da candidata Dilma Roussef.
A solução para o governador Cid Gomes e para o candidato Lúcio Alcântara é reexaminar as coligações partidárias. Cid terá que se livrar do PTdoB, PHS e PSL se quiser utilizar a imagem de Dilma Roussef na sua propaganda. Já Lúcio não poderá manter a aliança com o PPS que apóia a candidatura de José Serra.
Redação Iguatu noticias/Cearáagora